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Riscos

Por que é que os doutoramentos fracassam.

O abandono raramente tem a ver com falta de talento. Na maioria das vezes, são sempre as mesmas quatro razões, e todas elas podem ser abordadas numa fase inicial, desde que sejam identificadas.

Consulta inicial gratuita → 15 min · sem compromisso
A resposta curta

Os doutoramentos falham normalmente devido a quatro fatores: falta de acesso a dados, uma questão de investigação pouco clara ou demasiado abrangente, orientação instável e um calendário que não tem em conta a realidade profissional. Todos estes quatro fatores podem ser avaliados antes do início do projeto. Quem o fizer, na pior das hipóteses, perde semanas em vez de anos.

As quatro razões

Dados
«O acesso é interrompido»

Uma empresa retira a autorização, uma clínica muda de direção, a taxa de resposta permanece demasiado baixa. Um plano B deve fazer parte da conceção, não da crise.

Questão
«Demasiado abrangente ou pouco específico»

Quem, ao fim de dois anos, ainda está à procura da pergunta, não tem um problema de tempo, mas sim um problema de foco.

Acompanhamento
«O contacto é interrompido»

Mudança, aposentadoria ou simplesmente falta de resposta. Um ritmo constante e um acompanhamento secundário precoce protegem.

Tempo
«O plano não tinha em conta a profissão»

Sem margens de manobra nem blocos de tempo fixos, o trabalho fica para trás em relação às tarefas diárias, até desaparecer.

Os sinais de alerta

Três sinais indicam precocemente que algo está a dar para o torto: evita falar com o orientador. Há semanas que trabalha em assuntos secundários em vez de se concentrar no essencial. Já não consegue formular a sua pergunta em duas frases.

Cada um destes sinais é remediável, se for abordado. Se for ignorado, leva ao abandono do projeto, geralmente só após mais doze meses, durante os quais nada é produzido.

O que ajuda em cada fase

Os antídotos são simples e eficazes:

Antes de começar: esclarecer por escrito o acesso aos dados e restringir a questão de forma a que seja possível obter uma resposta.
No primeiro ano: blocos fixos no calendário, uma meta intermédia por trimestre, uma reunião com o orientador.
Na fase de recolha de dados: acompanhar o recrutamento e corrigir o rumo atempadamente, em vez de constatar no final que o número de casos não é suficiente.
Na fase de redação: blocos de tempo mais longos e contínuos; se necessário, tirar férias ou reduzir temporariamente a carga de trabalho.
Ao longo de todo o processo: abordar atempadamente os atrasos e ajustar o âmbito do trabalho antes que o calendário se desorganize.

Quando é que interromper o projeto é a decisão certa

Quando o pré-requisito fundamental deixa de existir de forma permanente, como o acesso aos dados, e não se encontra uma alternativa viável, é mais vantajoso interromper o projeto numa fase inicial. O mesmo se aplica se a situação de vida tiver mudado radicalmente e o trabalho já não tiver espaço durante anos.

A desistência não é uma derrota, se se basear numa avaliação crítica em vez de no esgotamento. E, em muitos casos, uma interrupção de acordo com as regras do regulamento de doutoramento é a melhor alternativa.

O que fazemos para evitar isso

Tornamos o progresso visível e identificamos atempadamente quando um plano já não se sustenta. Isto é incómodo e é a razão pela qual o acompanhamento faz realmente a diferença: um projeto que é corrigido após seis meses dá frutos. Um que teria de ser corrigido após três anos, na maioria das vezes, não.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes.

Quantos doutoramentos são interrompidos?+

É difícil obter números globais fiáveis, porque os abandonos raramente são registados de forma sistemática. No caso dos profissionais em atividade, as razões são conhecidas e podem ser abordadas, independentemente de qualquer percentagem.

Qual é o motivo mais frequente?+

De acordo com a nossa experiência, o acesso aos dados, seguido de perto por uma questão demasiado abrangente.

Posso retomar o doutoramento após uma pausa?+

Em regra, sim. O regulamento prevê a interrupção e o reinício. Na prática, o reinício leva tempo; planeie-o com antecedência.

O que fazer se o orientador não responder?+

Primeiro, envie um pedido por escrito com o assunto concreto e um prazo; depois, recorra ao orientador adjunto e, por fim, à entidade responsável da faculdade.

Quando é que desistir é a decisão certa?+

Quando a condição essencial deixar de existir de forma permanente e não for possível encontrar uma alternativa. Nesse caso, é mais vantajoso interromper o curso o mais cedo possível.

O acompanhamento ajuda a evitar o abandono?+

Ajuda, se for feita numa fase inicial: tornar o progresso visível, ajustar o planeamento, abordar os problemas enquanto ainda são pequenos.

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