O calendário que continua a fazer sentido mesmo no terceiro ano.
Um cronograma não é uma mera formalidade para o resumo do projeto. É a ferramenta que lhe permite perceber atempadamente se o seu projeto é viável e com a qual pode corrigir o rumo enquanto ainda não implicou custos elevados.
Um cronograma viável é composto por fases com prazos mensais, resultados intermédios verificáveis e margens de segurança definidas. Para quem trabalha, aplica-se o seguinte: faça cálculos conservadores, preveja tempos de inatividade e compare o plano trimestralmente com a realidade, em vez de o escrever uma vez e arquivá-lo.
As fases
Cada fase termina com um resultado que se possa apresentar. Caso contrário, não é possível medir o progresso, e é precisamente nisso que a maioria dos planos falha.
Estabelecer margens de segurança adequadas
Preveja períodos de inatividade de várias semanas por ano devido a picos de trabalho no projeto, doença e compromissos familiares. Um plano que não tenha em conta estas semanas torna-se inútil logo após o primeiro trimestre, e isso desmotiva mais do que qualquer atraso.
Estabeleça margens de segurança nas áreas em que tem menos controlo: recrutamento, aprovações, pareceres éticos, feedback do orientador, avaliação. Nas fases que dependem exclusivamente de si, precisa de menos margem de segurança do que nas fases que envolvem terceiros.
O plano como instrumento de controlo
Compare o plano trimestralmente com a realidade: o que estava planeado, o que aconteceu, onde está o próximo resultado verificável? Este quarto de hora a cada três meses substitui qualquer sensação de progresso por uma afirmação concreta.
Tem-se revelado eficaz enviar regularmente por escrito o ponto da situação também ao orientador, mesmo que não haja nenhuma reunião marcada. Isso cria um compromisso e facilita eventuais esclarecimentos posteriores.
O que fazer em caso de atraso
O atraso é normal. Torna-se perigoso quando passa despercebido ou é ocultado. Dispõe de três medidas: reduzir o âmbito, prolongar o prazo ou reorientar recursos, por exemplo, através de uma redução temporária do horário de trabalho.
Aborde os atrasos atempadamente com o orientador. Um adiamento anunciado não custa nada; um adiamento ocultado custa confiança. Verifique, em paralelo, os prazos previstos no regulamento de doutoramento e apresente pedidos de prorrogação atempadamente, não com efeito retroativo.
Um exemplo de ritmo para quem trabalha
Dois blocos fixos durante a semana para a literatura e as questões formais, um bloco mais longo ao fim de semana para escrever e analisar, uma reunião mensal para verificar o alinhamento com o plano e uma reunião trimestral com o orientador.
Isso corresponde a cerca de dez horas por semana. Quem conseguir fazer mais, ganha margem de manobra. Quem conseguir fazer menos, percebe-o cedo e pode tomar uma decisão, em vez de sofrer as consequências mais tarde.
Perguntas frequentes.
Quão detalhado tem de ser o calendário no resumo do projeto?+
Bastam fases com indicações mensais e resultados intermédios verificáveis. Os planos com data exata não são credíveis.
Qual é a margem de segurança realista?+
Várias semanas por ano, mais uma reserva adicional para fases que dependem de terceiros.
O que fazer se o plano falhar?+
Tomar uma decisão atempadamente: ajustar o âmbito, prolongar o prazo ou reorientar os recursos. E informar o orientador.
Existem prazos impostos pela universidade?+
Muitos regulamentos de doutoramento prevêem prazos normais e prorrogações. Verifique os da sua faculdade e apresente o pedido atempadamente.
Um retiro de escrita ajuda?+
Para a fase de escrita, muitas vezes ajuda bastante. Um período contínuo é mais proveitoso do que muitos prazos curtos.
Com que frequência devo rever o plano?+
Trimestralmente. Com mais frequência, dá mais trabalho; com menos frequência, só se dão conta dos desvios quando já é tarde demais.
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