Quanto tempo demora realmente um doutoramento?
Não é possível dar uma resposta precisa a esta pergunta sem conhecer o seu tema. O que existe são: os fatores que fazem a diferença, um plano por fases com objetivos intermédios verificáveis e uma indicação clara sobre qual a parte do tempo que não depende de si.
Quando se concilia com a vida profissional, um doutoramento demora, regra geral, vários anos. A variação deve-se a quatro fatores: a área de estudo, o acesso aos dados, os trabalhos anteriores que podem ser contabilizados e as horas que dedica semanalmente de forma consistente. Além disso, uma parte significativa do tempo depende da faculdade, nomeadamente a aceitação, a avaliação e a data da defesa da tese.
Os quatro fatores
Três deles estão, em grande medida, definidos desde o início; um é o principal fator determinante: o tempo que efetivamente dedica ao projeto.
Os trabalhos empíricos com recolha própria de dados demoram mais tempo do que os conceptuais. Na ciência jurídica, o que é determinante é a quantidade de material; nas ciências da engenharia, é o acesso a montagens experimentais ou a conjuntos de dados.
Quem tem acesso a conjuntos de dados já existentes poupa meses. Quem tem de negociar primeiro esse acesso deve planear isso como uma fase à parte.
Publicações, trabalhos preparatórios ou uma tese de mestrado bem desenvolvida podem ser tidos em conta. Se e em que medida, decide a faculdade, não a nossa própria impressão.
O fator mais determinante. Entre 5 e 15 horas semanais garantidas está a diferença entre seis anos e três.
As fases e o que custam
Um plano por fases ajuda mais do que um número total, porque já após alguns meses poderá verificar se o planeamento está a dar frutos. Cada fase deve terminar com um resultado que se possa apresentar.
A parte que não lhe pertence
Após a entrega, dependendo da faculdade e da disponibilidade dos avaliadores, passam-se frequentemente vários meses até à defesa. Duas avaliações levam tempo, os órgãos reúnem-se de acordo com o calendário de reuniões e a exposição do trabalho tem prazos a cumprir. Este tempo não pode ser encurtado, mas pode ser planeado.
Também antes disso há tempos de espera que não dependem de si: feedback do orientador, pareceres da comissão de ética, autorizações de empresas. Quem conhece estes pontos, prevê margens de segurança exatamente para esses momentos.
Por que razão «terminar em dois anos» falha quase sempre
Dois anos a conciliar com um emprego a tempo inteiro pressupõem que todas as fases decorram sem problemas: aceitação imediata da orientação, disponibilidade dos dados, ausência de revisões repetidas do resumo e avaliação rápida. Na prática, raramente tudo isto se concretiza em simultâneo.
Quem, mesmo assim, promove um prazo curto garantido, não o conseguirá cumprir, pois é a universidade que decide sobre a aceitação, a avaliação e a data da defesa. Uma promessa nesse sentido é uma promessa sobre decisões alheias.
Como fazer a sua própria estimativa
Considere as horas de que realmente dispôs nos últimos três meses, e não aquelas que planeia ter. Subtraia quatro a seis semanas por ano para imprevistos. Calcule as fases com resultados concretos e reserve uma margem de segurança para cada fase que dependa de terceiros.
O resultado é, na maioria das vezes, desconfortável, mas compensa. Um plano que resista aos primeiros seis meses vale mais do que um que pareça bom.
Perguntas frequentes.
É possível fazer um doutoramento em dois anos?+
Em casos excecionais e, na maioria das vezes, apenas se houver um trabalho preparatório considerável e os dados já estiverem disponíveis. Para quem concilia o doutoramento com a atividade profissional, isso é a exceção, não a regra.
De que depende principalmente a duração?+
Do tempo que dedica semanalmente de forma consistente e do acesso aos seus dados. Ambos os aspetos podem ser esclarecidos antecipadamente.
Existem prazos até aos quais tenho de concluir o doutoramento?+
Muitos regulamentos de doutoramento prevêem prazos-limite e possibilidades de prorrogação. O regulamento da sua faculdade é determinante.
Quanto tempo demora o processo após a entrega?+
Desde a entrega até à defesa, dependendo da faculdade, passam-se frequentemente vários meses. Este tempo não está sob o seu controlo e deve ser tido em conta no plano.
A partir de quando começa a contar o prazo?+
Regra geral, a partir da aceitação como doutoranda ou doutorando, e não a partir da ideia do tema.
O acompanhamento acelera o doutoramento?+
Não encurta o processo, mas evita tempos de inatividade: pedidos de orientação inadequados, um resumo do projeto que é devolvido, um calendário que se desorganiza logo no primeiro trimestre.
O que fazer se eu ficar atrasado?+
Decida atempadamente e informe o orientador: reduza o âmbito, prolongue o prazo ou reoriente os recursos. O atraso não comunicado é o caminho mais frequente para o abandono.
Relacionado com este tema.
Primeira consulta gratuita e sem compromisso.
15 minutos online: analisamos a sua situação inicial, um possível tema e o caminho mais adequado.
Deixe os seus dados de contacto no formulário. Entraremos em contacto consigo e esclareceremos todos os detalhes diretamente durante a conversa.