Fazer um doutoramento a tempo parcial: o que isso significa no dia a dia.
A parte formal explica-se rapidamente. O que é decisivo é outra questão: como é que uma tese de doutoramento se encaixa numa semana que já está cheia? Aqui, o tempo necessário, o ritmo e os acordos são o que fazem a diferença.
Na prática, fazer um doutoramento em regime de tempo parcial significa reservar, de forma consistente, entre 8 a 15 horas por semana para o trabalho, ao longo de vários anos. O que importa não é a quantidade, mas sim a regularidade. Quem escreve apenas durante as semanas de férias perde dias sempre que retoma o trabalho. Para a fase empírica, a maioria planeia um período contínuo mais longo.
O tempo necessário, calculado de forma realista
Contem com 8 a 15 horas por semana ao longo de vários anos. Mais importante do que o total é o ritmo: dois períodos fixos rendem mais do que um fim de semana por mês, porque a imersão no próprio texto custa, de cada vez, entre meia hora e uma hora. Com quatro sessões por mês, isso equivale a um dia inteiro de trabalho por trimestre, só para entrar no ritmo.
As fases podem ser divididas em partes de forma mais ou menos adequada. A pesquisa bibliográfica e o aprofundamento do tema podem ser divididos em blocos de duas horas. A análise e a fase de redação exigem períodos mais longos, caso contrário, o fio da ideia quebra-se. Quem sabe disso distribui o trabalho de forma diferente ao longo do ano.
Um ritmo semanal que se mantém
O que funciona é semelhante para a maioria das pessoas: dois horários fixos durante a semana, um período mais longo ao fim de semana e uma regra clara sobre o que se faz e o que não se faz em intervalos curtos.
O acordo com o empregador
Não precisa de pedir autorização a ninguém, desde que o seu contrato de trabalho não inclua uma cláusula relativa a atividades secundárias. No entanto, vale a pena ter essa conversa, por duas razões: acesso a dados e apoio. Quem não revela que está a fazer o doutoramento e, mais tarde, precisar de dados da empresa, negocia numa posição mais desfavorável.
Muitos empregadores apoiam com tempo em vez de dinheiro. Isso custa-lhes pouco e ajuda-o mais do que um pagamento adicional.
Família e ambiente
Fazer um doutoramento em paralelo com o trabalho é um projeto de toda a família, não apenas seu. Quem discute os horários antecipadamente recebe apoio. Quem os impõe sozinho enfrenta conflitos, precisamente na fase em que o trabalho já é, de si, o mais árduo.
Tem-se revelado eficaz acordar horários fixos e, igualmente, horários fixos em que não se trabalha. Isso protege ambas as partes.
O que os envolvidos fariam de forma diferente, olhando para trás
Muitos apaixonam-se por um tema e só mais tarde percebem que os dados necessários não estão disponíveis. Inverter a ordem não custa nada e poupa meses.
O conselho mais frequente dos orientadores é: restringir. Uma pergunta à qual se possa responder vale mais do que um tema impressionante.
O que não está no calendário não acontece. Blocos de tempo fixos superam a boa vontade, especialmente em semanas com picos de trabalho nos projetos.
Um adiamento anunciado não custa nada. Um adiamento ocultado custa confiança na gestão do projeto, e isso é difícil de recuperar.
Como tornamos o dia-a-dia planeável
Comparamos o cronograma com a sua agenda real, não com um cenário ideal: picos de trabalho nos projetos, férias, semanas de reuniões, compromissos pessoais previsíveis. Dessa forma, surge um plano por fases com metas intermédias, que lhe permite perceber desde cedo se o seu ritmo está a dar certo.
Se não estiver a dar certo, dizemos-lhe. Uma correção honesta ao fim de seis meses é melhor do que um abandono ao fim de três anos.
Perguntas frequentes.
Posso fazer o doutoramento em regime de tempo parcial?+
Sim, é o que acontece normalmente com quem trabalha. Os pré-requisitos são um diploma adequado, orientação e um tema cujos dados consiga efetivamente recolher.
Quantas horas por semana preciso de dedicar?+
De forma realista, entre 8 e 15 horas, distribuídas por blocos fixos. Os intervalos curtos são adequados para a literatura e aspetos formais; a redação requer períodos mais longos.
O meu empregador tem de dar o seu consentimento?+
Na maioria dos casos, não, desde que não haja qualquer cláusula relativa a atividades secundárias. Assim que começar a realizar investigação na empresa, necessitará de uma autorização por escrito para o acesso aos dados e para a publicação.
Posso trabalhar a tempo inteiro durante o doutoramento?+
Sim, muitos fazem exatamente isso. Para a fase empírica, a maioria planeia um período contínuo mais longo, por exemplo, durante as férias ou uma redução temporária do horário de trabalho.
O que acontece em caso de uma interrupção prolongada?+
São possíveis interrupções; os prazos e o feedback são regulados pelo regulamento do doutoramento. Na prática, o regresso ao programa leva tempo, pelo que deve ser incluído no plano.
Como mantenho a motivação ao longo dos anos?+
Através de objetivos intermédios visíveis e de um intercâmbio regular. Quem trabalha sozinho e sem etapas é quem, na maioria das vezes, desiste.
Vale a pena fazer um retiro de escrita?+
Para a fase de escrita, muitas vezes sim. Um período contínuo de vários dias é mais proveitoso do que muitos encontros curtos.
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