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Vida quotidiana

Fazer um doutoramento a tempo parcial: o que isso significa no dia a dia.

A parte formal explica-se rapidamente. O que é decisivo é outra questão: como é que uma tese de doutoramento se encaixa numa semana que já está cheia? Aqui, o tempo necessário, o ritmo e os acordos são o que fazem a diferença.

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A resposta curta

Na prática, fazer um doutoramento em regime de tempo parcial significa reservar, de forma consistente, entre 8 a 15 horas por semana para o trabalho, ao longo de vários anos. O que importa não é a quantidade, mas sim a regularidade. Quem escreve apenas durante as semanas de férias perde dias sempre que retoma o trabalho. Para a fase empírica, a maioria planeia um período contínuo mais longo.

O tempo necessário, calculado de forma realista

Contem com 8 a 15 horas por semana ao longo de vários anos. Mais importante do que o total é o ritmo: dois períodos fixos rendem mais do que um fim de semana por mês, porque a imersão no próprio texto custa, de cada vez, entre meia hora e uma hora. Com quatro sessões por mês, isso equivale a um dia inteiro de trabalho por trimestre, só para entrar no ritmo.

As fases podem ser divididas em partes de forma mais ou menos adequada. A pesquisa bibliográfica e o aprofundamento do tema podem ser divididos em blocos de duas horas. A análise e a fase de redação exigem períodos mais longos, caso contrário, o fio da ideia quebra-se. Quem sabe disso distribui o trabalho de forma diferente ao longo do ano.

Um ritmo semanal que se mantém

O que funciona é semelhante para a maioria das pessoas: dois horários fixos durante a semana, um período mais longo ao fim de semana e uma regra clara sobre o que se faz e o que não se faz em intervalos curtos.

Intervalos curtos com menos de 90 minutos: ler e resumir literatura, organizar notas, verificar fontes, questões formais.
Blocos a partir de três horas: escrever, analisar, construir a argumentação.
Um encontro fixo por mês com o orientador ou, pelo menos, um relatório intermédio por escrito.
Um local visível para acompanhar o andamento do trabalho, para que, após uma interrupção, saiba imediatamente onde tinha ficado.

O acordo com o empregador

Não precisa de pedir autorização a ninguém, desde que o seu contrato de trabalho não inclua uma cláusula relativa a atividades secundárias. No entanto, vale a pena ter essa conversa, por duas razões: acesso a dados e apoio. Quem não revela que está a fazer o doutoramento e, mais tarde, precisar de dados da empresa, negocia numa posição mais desfavorável.

Muitos empregadores apoiam com tempo em vez de dinheiro. Isso custa-lhes pouco e ajuda-o mais do que um pagamento adicional.

Se estiver a fazer investigação na sua própria empresa, precisa de uma autorização por escrito para aceder aos dados e para a publicação. Sem ela, o trabalho pode ficar paralisado na fase de análise.
Esclareça desde cedo a quem pertencem os resultados e o que pode ser publicado. Uma cláusula de restrição a posteriori é dispendiosa; um período de restrição temporário é, na maioria das vezes, negociável.
Formas habituais de apoio: um dia fixo por mês, licença para formação, uma redução temporária da carga horária de trabalho durante a fase empírica.

Família e ambiente

Fazer um doutoramento em paralelo com o trabalho é um projeto de toda a família, não apenas seu. Quem discute os horários antecipadamente recebe apoio. Quem os impõe sozinho enfrenta conflitos, precisamente na fase em que o trabalho já é, de si, o mais árduo.

Tem-se revelado eficaz acordar horários fixos e, igualmente, horários fixos em que não se trabalha. Isso protege ambas as partes.

O que os envolvidos fariam de forma diferente, olhando para trás

Decidir mais cedo
«Primeiro os dados, depois o tema»

Muitos apaixonam-se por um tema e só mais tarde percebem que os dados necessários não estão disponíveis. Inverter a ordem não custa nada e poupa meses.

Começar em menor escala
«Uma pergunta em vez de um campo»

O conselho mais frequente dos orientadores é: restringir. Uma pergunta à qual se possa responder vale mais do que um tema impressionante.

Planear de forma visível
«Prazos em vez de intenções»

O que não está no calendário não acontece. Blocos de tempo fixos superam a boa vontade, especialmente em semanas com picos de trabalho nos projetos.

Falar com antecedência
«Anunciar atrasos»

Um adiamento anunciado não custa nada. Um adiamento ocultado custa confiança na gestão do projeto, e isso é difícil de recuperar.

Como tornamos o dia-a-dia planeável

Comparamos o cronograma com a sua agenda real, não com um cenário ideal: picos de trabalho nos projetos, férias, semanas de reuniões, compromissos pessoais previsíveis. Dessa forma, surge um plano por fases com metas intermédias, que lhe permite perceber desde cedo se o seu ritmo está a dar certo.

Se não estiver a dar certo, dizemos-lhe. Uma correção honesta ao fim de seis meses é melhor do que um abandono ao fim de três anos.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes.

Posso fazer o doutoramento em regime de tempo parcial?+

Sim, é o que acontece normalmente com quem trabalha. Os pré-requisitos são um diploma adequado, orientação e um tema cujos dados consiga efetivamente recolher.

Quantas horas por semana preciso de dedicar?+

De forma realista, entre 8 e 15 horas, distribuídas por blocos fixos. Os intervalos curtos são adequados para a literatura e aspetos formais; a redação requer períodos mais longos.

O meu empregador tem de dar o seu consentimento?+

Na maioria dos casos, não, desde que não haja qualquer cláusula relativa a atividades secundárias. Assim que começar a realizar investigação na empresa, necessitará de uma autorização por escrito para o acesso aos dados e para a publicação.

Posso trabalhar a tempo inteiro durante o doutoramento?+

Sim, muitos fazem exatamente isso. Para a fase empírica, a maioria planeia um período contínuo mais longo, por exemplo, durante as férias ou uma redução temporária do horário de trabalho.

O que acontece em caso de uma interrupção prolongada?+

São possíveis interrupções; os prazos e o feedback são regulados pelo regulamento do doutoramento. Na prática, o regresso ao programa leva tempo, pelo que deve ser incluído no plano.

Como mantenho a motivação ao longo dos anos?+

Através de objetivos intermédios visíveis e de um intercâmbio regular. Quem trabalha sozinho e sem etapas é quem, na maioria das vezes, desiste.

Vale a pena fazer um retiro de escrita?+

Para a fase de escrita, muitas vezes sim. Um período contínuo de vários dias é mais proveitoso do que muitos encontros curtos.

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