Vale a pena obter um título de doutoramento?
A resposta sincera é: depende, e não apenas da área de estudo. Aqui estão os fatores que fazem a diferença e um teste que o ajudará a responder a essa pergunta por si próprio.
Um doutoramento tem maior impacto onde é necessário comprovar conhecimentos especializados: na consultoria, na investigação e desenvolvimento, nos setores da saúde e da educação, em associações, na consultoria política e na elaboração de pareceres. Tem um impacto menor onde o que conta são os resultados operacionais. É preciso ter em conta os vários anos de dedicação que, de outra forma, poderiam ser aproveitados noutro contexto.
Onde tem impacto
O impacto depende menos da área de especialização e mais da questão de saber se, no seu ambiente, é exigida uma qualificação formal e se terceiros tomam decisões sobre si sem o conhecerem.
Quando os mandatos são atribuídos com base na reputação, um grau comprovado funciona como um sinal antes mesmo do início da primeira conversa.
Em comissões, pareceres e audiências, o título é frequentemente o requisito formal para se ser ouvido.
Em muitos países, o grau de doutor está significativamente mais presente na vida empresarial do que na área de língua alemã.
Para cargos docentes, cargos de professor honorário e funções relacionadas com a investigação, o doutoramento é um requisito de acesso, não um complemento.
Onde pouco muda
Em funções com forte caráter operacional, o que conta é o que se apresenta. Um grau académico pouco altera isso, exceto como efeito secundário em processos de promoção interna, nos quais os critérios formais desempenham um papel importante.
Mesmo em setores com elevada rotatividade e processos de decisão ágeis, a experiência costuma ter um impacto mais imediato do que um título. E em pequenas empresas, onde todos se conhecem, o efeito a nível interno é reduzido.
A análise honesta
Vários anos de trabalho a tempo parcial são tempo que falta noutro lado: com a família, na aquisição de outras qualificações, na carreira, no lazer. Quem não tiver isso em conta, toma decisões com base em premissas erradas.
A nossa experiência: quem faz o doutoramento apenas pelo impacto esperado desiste com mais frequência. Quem tem uma questão que não lhe sai da cabeça, consegue chegar ao fim. O impacto surge então como um efeito secundário, e de forma mais fiável do que naqueles que o tornam o objetivo principal.
O teste para a sua situação
Pegue em dez anúncios de emprego para a função a que aspira e em dez perfis de pessoas que ocupam essa função. Se o grau aparecer regularmente nesses perfis, a pergunta está respondida. Se não aparecer, a motivação de fundo ganha ainda mais peso.
Segunda pergunta: existe alguma questão na sua área que o ocupa há anos e à qual ninguém deu uma resposta satisfatória? Se sim, tem aquilo que o sustenta nas fases mais difíceis. Se não, talvez outro formato seja o melhor investimento.
Perguntas frequentes.
Para quem vale a pena fazer um doutoramento?+
Para pessoas com uma questão de fundo e um ambiente profissional em que a especialização comprovada é importante. Como mero instrumento de carreira, muitas vezes não compensa.
Em que situações um título de doutoramento não compensa?+
Em funções fortemente operacionais, nas quais os resultados imediatos são o que conta e as qualificações formais raramente são exigidas.
Um título de doutoramento traz um salário mais elevado?+
Em alguns setores e cargos, sim, sobretudo em áreas ligadas à investigação e à consultoria. Apresentar um valor genérico não seria fiável.
É tarde demais se tiver mais de 45 anos?+
Não. O que é decisivo é durante quanto tempo o grau deverá ter impacto e se a motivação é sustentável.
Qual é o fator mais importante para a decisão?+
Se quer realmente responder à pergunta. Tudo o resto decorre daí.
Existem alternativas com um efeito semelhante?+
Depende do objetivo: publicações especializadas, cargos docentes, certificações ou um mestrado especializado. Dizemos abertamente se alguma dessas opções for mais adequada.
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