Doutoramento a distância: o que significa e como funciona.
Fazer um doutoramento a distância significa: ser admitido na universidade, mas exercer a atividade profissional fora dela. Para quem trabalha, este é o caminho habitual, e tem as suas próprias regras, vantagens e armadilhas.
Num doutoramento externo, é aceite na universidade como doutorando, mas não está lá a trabalhar. Realiza a investigação paralelamente à sua atividade profissional, sob a orientação de um professor da faculdade. O grau é o mesmo que no caso de um doutoramento interno. O que difere é o financiamento, a ligação à universidade e o facto de ninguém de fora perguntar pelo seu progresso.
Comparação entre interno e externo
A diferença não reside no grau nem no processo de avaliação, mas sim na relação laboral e na proximidade com a cátedra. Ambos os aspetos têm um impacto maior do que parece à primeira vista.
Como decorre a admissão
O procedimento formal está descrito em cada regulamento de doutoramento e é semelhante: o candidato solicita a admissão como doutorando, apresenta certificados, resumo da tese e a confirmação de orientação, e uma comissão da faculdade decide. Em muitos regulamentos, o prazo só começa a correr a partir da admissão.
Na prática, tudo se decide antes, nomeadamente com a confirmação de orientação. Sem ela, não há candidatura, e não a obtém através de um formulário, mas sim com base na adequação disciplinar.
Como se concretiza a orientação
O seu tema tem de se enquadrar na área de investigação da cátedra, e o seu resumo tem de demonstrar que o projeto é viável. O procedimento habitual é o seguinte: esboço do tema, pesquisa das cátedras adequadas através das suas publicações, primeiro contacto com um breve resumo de uma página, entrevista e, posteriormente, o resumo elaborado.
Quem envia e-mails em massa a trinta cátedras recebe, normalmente, trinta recusas. Cinco pedidos bem preparados têm mais hipóteses de sucesso e exigem menos tempo.
O que torna a situação mais difícil
O que internamente se resolve de passagem, externamente requer uma reunião. Ritmos fixos na troca de informações substituem a proximidade física, mas apenas se forem realmente cumpridos.
Sem um ritmo externo, o trabalho fica para trás, ofuscado pelas tarefas do dia-a-dia. Metas intermédias com datas definidas e uma reunião fixa com o responsável ajudam a evitar isso.
Falta o intercâmbio com outros doutorandos. Por isso, os colóquios, as conferências e os grupos especializados não são meros complementos, mas sim parte integrante do trabalho.
O acesso à literatura, ao software estatístico e à capacidade de computação não é garantido externamente. Esclareça desde cedo o que a matrícula abrange.
O que facilita a via externa
A via externa tem vantagens concretas que raramente se verificam na via interna: escolhe livremente o tema, não está vinculado a prazos de projetos, tem, regra geral, acesso a um domínio pelo qual outros se esforçam há anos e financia-se de forma independente.
Para muitas questões, o acesso à prática é a verdadeira vantagem competitiva. Uma cátedra que investiga o seu tema sabe disso.
O nosso papel na via externa
Preparamos precisamente os pontos em que os projetos externos falham: a adequação entre o tema e a cátedra, um resumo sólido, um calendário realista e um primeiro contacto bem-sucedido. Para tal, analisamos o regulamento de doutoramento da sua faculdade de destino, para que os requisitos e prazos sejam conhecidos desde o início.
A faculdade decide sobre a aceitação e a universidade sobre a concessão do título. Asseguramos que a sua candidatura não fracasse por motivos evitáveis.
Perguntas frequentes.
O que é um doutoramento externo?+
É um doutoramento em que é aceite na universidade, mas não trabalha lá. O financiamento provém da sua profissão e o tema decorre frequentemente da sua prática profissional.
Um doutoramento externo é menos reconhecido?+
Não. Os requisitos, a avaliação e o grau são idênticos. A diferença reside no percurso para o alcançar, não no resultado.
Como encontro um orientador para um doutoramento externo?+
Através da adequação temática. Pesquise cátedras que publiquem sobre o seu tema e contacte-as com um esboço preciso de uma página.
Posso fazer um doutoramento externo em qualquer universidade?+
Não. A aceitação de doutorandos externos e as condições para tal são reguladas pelo regulamento de doutoramento de cada instituição. Algumas faculdades exigem requisitos adicionais ou um processo de seleção.
Preciso de um segundo orientador?+
Em regra, sim, o mais tardar para a avaliação. Quem esclarecer esta questão atempadamente evita atrasos no final do processo.
Tenho acesso à biblioteca?+
Na maioria dos casos, sim, a partir da matrícula, incluindo as bases de dados. Verifique o âmbito de acesso antes de planear as despesas com literatura.
A partir de quando começa a contar o prazo?+
Na maioria dos regulamentos, a partir da aceitação como doutoranda ou doutorando, e não a partir da primeira ideia. Isso determina a sua margem de manobra real.
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